IML - Instituto dos Mares da Lusofonia

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Exposição A construção naval na ribeira Cávado

expo esposende2016

  O Fórum Esposendense tem patente, no Museu Marítimo, uma exposição sobre “A construção naval na ribeira Cávado – Os estaleiros de Esposende e Fão”, a recordar o importante pólo industrial que existiu durante séculos nas margens do rio, considerado como o motor fundamental para o desenvolvimento e progresso alcançado em ambas as localidades.

  Essa mesma importância está bem patente na carta de Mercês de El-Rei D. Manuel I, dada aos carpinteiros e calafates de Fão, datada de 28 de Janeiro de 1491, como lembra Sousa Gomes, no seu estudo sobre os “Carpinteiros da Ribeira das Naus”, publicado em 1931, com o seguinte teor ... Dom Manuel por graça de Deus, Rey de Portugal e dos Algarves de aquém e de além Mar, em África, Senhor da Guiné, avisa a quantos esta Nossa carta virem; Fazemos saber, que os Nossos Carpinteiros das Nossas Vilas de Vila do Conde, e Viana, e Fão, nos ousarão dizer, que eles eram constrangidos a que pagassem sempre nos pedidos, quando eram lançados, e se temiam de lhe darem suas roupas de aposentadoria; Pedindo-nos que porquanto estavam sempre prestes para Nos servirem de seus ofícios os privilegiasse-mos deles; E visto por Nós seu requerimento, querendo-lhes fazer graça, e mercê, sentindo assim por Nosso Serviço, e bem da terra;Temos bem e privilegiamo-los, que daqui em diante dos melhores, que nas ditas vilas houverem até vinte carpinteiros, usando um dos ditos ofícios não paguem nos pedidos, que por Nós forem lançados, nem lhes deem suas casas, nem roupas de aposentadoria nenhuma pessoa que seja; Os quais serão examinados por Affonso Vaz, Nosso Mestre de Carpintaria do Porto. Dada na cidade de Évora a vinte e oito dias do mês de Janeiro, Antão Luiz a fez, no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, de mil quatrocentos e noventa e um.

  Convém lembrar que a referência a Fão nesta época é perfeitamente compreensível, pelo facto do rio Cávado ali desaguar, já que só muitos anos depois o curso do rio foi desviado ligeiramente para norte, tal como actualmente se apresenta.

 São diversos os pontos de interesse, que podem ser apreciados na exposição, tais como as ferramentas utilizadas na construção de navios, muitas das quais originais, ou em bom estado de conservação, uma maquete explicativa do funcionamento dos estaleiros, modelos de vários tamanhos de navios ali construídos e a fiação de cabos, seguindo o formato da antiga cordoaria local.

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Polícia Marítima nas Ilhas Selvagens (Madeira)

selvagem polmar

  Decorridos 36 anos após a edificação do farolim da Ilha Selvagem Grande, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) e a Marinha voltaram às Ilhas Selvagens para executar um projecto de especial relevância para a Região Autónoma da Madeira e para Portugal. Tendo em consideração a importância das Ilhas Selvagens como Reserva Natural, e a sua importância geoestratégica, foi decidido politicamente, que a partir de meados de Agosto, a Autoridade Marítima passaria a exercer de forma permanente a Autoridade do Estado naqueles espaços marítimos.

  Para concretizar este objectivo, de 11 de Julho a 12 de Agosto, uma equipa de 20 militares e militarizados da Autoridade Marítima Nacional (Direcção-Geral da Autoridade Marítima e Comando-Geral da Polícia Marítima) concretizaram a primeira fase da edificação da Estrutura da Autoridade Marítima nas Ilhas Selvagens. Sob a coordenação técnica da Direcção de Faróis, foi edificado um posto para a Polícia Marítima nas ilhas Selvagens, na dependência do Comando-local da Polícia Marítima do Funchal e, num futuro próximo, a Extensão da Repartição Marítima do Funchal nas Selvagens, na dependência da Capitania do Porto do Funchal.

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EMEPC volta ao mar

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    No dia 2 de Setembro de 2016, a equipa da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) dará início a uma nova campanha oceanográfica, com o ROV Luso, a bordo do N.R.P. “Almirante Gago Coutinho”. Os objectivos da campanha estão centrados no reforço dos dados existentes sobre a cadeia de montes submarinos situados a sul do arquipélago dos Açores.

   A EMEPC é responsável por dar continuidade ao processo de extensão da plataforma continental para além das 200 milhas marítimas, tendo em vista a respectiva conclusão nos termos previstos na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Atendendo à dimensão da plataforma continental de Portugal, a EMEPC tem vindo a dar prioridade à realização de campanhas oceanográficas que permitam completar e consolidar o conjunto de dados de geologia, hidrografia e geofísica apresentados na Proposta submetida em Maio de 2009. A recolha selectiva de amostras e a aquisição de imagens de alta resolução com recurso ao ROV Luso têm permitido, igualmente, desenvolver o conhecimento existente sobre a biodiversidade e os ecossistemas do mar português.

  Como tem sido hábito, o conjunto de elementos que a EMEPC levará a bordo, constitui uma equipa multidisciplinar, cobrindo as áreas científicas de geologia, hidrografia, macro e microbiologia e oceanografia e integra técnicos e cientistas de outras instituições, nomeadamente, da Universidade dos Açores, da Universidade do Porto e do IPMA, e uma geóloga recém-licenciada da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. 

 
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APOIANTES do IV CONGRESSO - 2016

 

 

"...desenvolverá um conjunto de iniciativas e actividades - seminários e conferências relativas ao Mar e à Lusofonia..."


O Instituto dos Mares da Lusofonia tem por missão estimular e intensificar a forma como os Países Lusófonos se posicionam individualmente e interagem entre si nas questões relacionadas com os oceanos.

Esta iniciativa visa contribuir para o alargamento e para a disseminação dos conhecimentos científicos relativos ao uso dos espaços marítimos, bem como encontrar áreas comuns de cooperação, que potenciem o desenvolvimento das economias do mar nos diversos países de expressão portuguesa, procurando, desta forma, ir também ao encontro do espírito e objectivos definidos pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa - CPLP.