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Mais de 300 militares portugueses em missão no Golfo da Guiné

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As Forças Armadas portuguesas participam este ano de 2018 pela primeira vez com o maior número de meios e de militares numa missão no Golfo da Guiné. 

Um total de 342 militares, sendo 311 da Marinha e 31 da Força Aérea, três navios da Marinha - a fragata “Álvares Cabral”, o reabastecedor “Berrio” e o patrulha “Zaire” - e uma aeronave P-3C de vigilância marítima da Força Aérea, será o contributo de Portugal de 21 de Março e 3 de Abril de 2018 para o maior exercício militar aeronaval internacional, o OBANGAME EXPRESS 18, realizado no Golfo da Guiné. 

Este exercício tem como principal objectivo promover a segurança global na região através da cooperação entre todas as forças e unidades navais dos países participantes e a partilha de informação no domínio marítimo entre os diversos centros de operações marítimas no Golfo da Guiné. A capacitação dos países do Golfo da Guiné, em concreto na área da segurança marítima e do combate às actividades ilícitas no mar, onde se destaca o combate contra a pirataria, o narcotráfico e a delapidação abusiva dos recursos marinhos, bem como a protecção das bases de exploração petrolífera existentes na região, são outros dos grandes objectivos deste exercício militar promovido pelo comandante das forças navais norte-americanas para a Europa e África e a 6ª Esquadra (United States Naval Forces Europe-Africa/United States 6th Fleet).

A edição deste ano do OBANGAME EXPRESS 18, decorrerá entre a costa do Senegal e as águas de S. Tomé e Príncipe. Para além da participação de meios humanos, navais e aéreos nacionais, contará com a participação dos países africanos de Angola, Benim, Cabo Verde, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Gambia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Namíbia, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Togo, República do Congo, República Democrática do Congo e Serra Leoa. 

Participam igualmente a Alemanha, Bélgica, Brasil, Canada, Dinamarca, Espanha, França, Marrocos, Holanda, Noruega, Espanha, Turquia e EUA.

 

Destaca-se que a bordo dos navios portugueses seguem três observadores oriundos do Brasil, Espanha e Chile, uma equipa de abordagem com 8 fuzileiros de Cabo Verde e 10 militares da guarda-costeira de São Tomé e Príncipe.

Relembra-se que no Golfo da Guiné se situam 4.000 milhões de metros cúbicos de reservas de gás natural e é onde tem origem cerca de 50% da produção de petróleo do continente africano, representando 10% da produção mundial, estimando-se que desde 2013 são perdidos por dia 40.000 barris devido a actos de pirataria ou roubo.

Salienta-se também que aproximadamente 40% do volume de peixe capturado nas águas da África Ocidental são provenientes de pesca ilegal, representando uma perda anual de mais de 1,5 milhões de dólares para os Estados da região.

(Informação difundida pelo EMGFA de Portugal)

 

APOIANTES do IV CONGRESSO - 2016

 

 

"...desenvolverá um conjunto de iniciativas e actividades - seminários e conferências relativas ao Mar e à Lusofonia..."


O Instituto dos Mares da Lusofonia tem por missão estimular e intensificar a forma como os Países Lusófonos se posicionam individualmente e interagem entre si nas questões relacionadas com os oceanos.

Esta iniciativa visa contribuir para o alargamento e para a disseminação dos conhecimentos científicos relativos ao uso dos espaços marítimos, bem como encontrar áreas comuns de cooperação, que potenciem o desenvolvimento das economias do mar nos diversos países de expressão portuguesa, procurando, desta forma, ir também ao encontro do espírito e objectivos definidos pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa - CPLP.