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Angola adquire navios-patrulha no Brasil

navio paraangola

 Os Ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e de Angola, João Lourenço, assinaram no passado dia 05 de Setembro, em Brasília, um Memorandum de Entendimento que prevê a construção de sete novos navios-patrulha. A construção dos navios será coordenada pela Emgeprom-Empresa Gerencial de Projetos Navais  e terá lugar no Rio de Janeiro, quatro unidades, e num estaleiro a construir em Angola, no Cuanza-Sul, as restantes unidades. A Marinha do Brasil apoiará este projeto no âmbito logístico, nomeadamente quanto à formação e treino das guarnições dos navios como relativamente ao pessoal do futuro estaleiro naval a construir em Angola.

A classe MACAÉ foi desenvolvida pela Marinha do Brasil, inspirada nos navios patrulhas franceses tipo “Vigilante 400”, tendo a primeira unidade entrado ao serviço em Dezembro de 2009. Com 55,6 m de comprimento, 9,3 m de boca e um calado médio de 2,5 m deslocam cerca de 500 tons. A propulsão será assegurada por dois motores diesel MTU, com um raio de acção de 2.500 milhas e uma velocidade máxima de 21 nós. O armamento compreende uma peça de 40 m/m e duas peças de 20 m/m. A guarnição é composta por 5 oficiais e 30 sargentos e praças.

 Embora se desconheça ainda a configuração técnica detalhada destes novos navios, a ser objecto de defenição quando da negociação dos contratos de construção, afiguram-se excelentes unidades, adequadas às necessidades e às caracteristicas do mar de Angola. Serão certamente um ponto importante na implementação do PRONAVAL, o Programa de Desenvolvimento do Poder Naval Angolano.

 

 
Expedição "Descida do Amazonas: O caminho de Pedro Teixeira" inicia-se em 15 de Agosto de 2014

amazonas

 Com o objetivo de retratar e resgatar o caminho do bandeirante Pedro Teixeira na conquista da Amazônia Brasileira, um grupo de pessoas liderado por Antônio Carrelhas juntou-se, há cerca de dois anos, para viabilizar o projeto “Descida do Amazonas: O caminho de Pedro Teixeira”. Trata-se de uma expedição amazônica percorrendo o rio Solimões, reconstituindo a viagem feita no século XVII por Pedro Teixeira e divulgando a contribuição desse bandeirante para a definição dos limites territoriais do norte do Brasil.

Foi em 1639 que o bandeirante Pedro Teixeira realizou uma expedição descendo o rio Amazonas e assim assegurou a maior porção da Bacia Amazônica para o Brasil. Agora, um grupo irá refazer o mesmo percurso, em um projecto idealizado pelo historiador António Carrelhas, com o objetivo de divulgar os feitos de Pedro Teixeira e as suas consequências para Brasil e Portugal. Comandada pelo português António Carrelhas, a expedição será realizada em 2 etapas. A primeira etapa deste grupo de 3 pessoas começa no próximo dia 15 de Agosto em Tabatinga (fronteira brasileira com o Peru e a Bolivia) e prossegue por 15 dias descendo o Rio Solimões até Manaus. A segunda etapa será realizada no primeiro trimestre de 201 5 e compreende o trecho de Manaus a Belém. No total, a Expedição visitará 10 cidades ribeirinhas, promovendo palestras sobre os feitos do bandeirante Pedro Teixeira, o qual assegurou a maior porção da Bacia Amazônica para o Brasil.

Ao longo da viagem serão realizadas palestras nas paragens e apresentação de material didático; publicação de livro infanto-juvenil sobre Pedro Teixeira para a rede escolar. No final do projecto, em 2015, será editado um livro de arte que retrata o feito de Pedro Teixeira na Amazónia, abordando o antes e o depois, para que se compreenda o mundo da época. Além disso, o livro promove a descida do rio, nos dias de hoje, de maneira a recolher dados, histórias, informações, imagens e desenhos da flora e da fauna. 

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A última navegação da corveta "João Coutinho"

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Após 44 anos ao serviço da Marinha de Portugal, o NRP “João Coutinho” cumpre a sua última missão de vigilância das águas sob jurisdição nacional e participação no dispositivo do serviço de busca e salvamento marítimo, estando previsto o seu regresso à Base Naval de Lisboa, no Alfeite, dia 14 de Agosto (5ª Feira) de 2014.

​Tendo sido lançado à água em 07 de Março de 1970, este navio conta com mais de 60 mil horas de navegação e participou nas mais variadas missões, de natureza militar e não militar, destacando-se entre outras, a evacuação de cidadãos nacionais na Guiné Bissau em 1998, a colaboração nas operações no mar na sequência da queda da ponte Hintze Ribeiro em 2001 e em duas grandes operações de combate à poluição marítima: do petroleiro Prestige em 2002 e do afundamento do porta-contentores Nautila em 2003.

A Corveta João Coutinho (F475) é o primeiro do projecto nacional de seis navios, da autoria do Engenheiro Construtor Naval Rogério Silva Duarte Geral D’Oliveira. A construção dos três primeiros teve lugar nos estaleiros Blohm & Voss na Alemanha, e os outros três na empresa Nacional Bazan de Construções Navais Militares em Espanha.

 

 
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APOIANTES do IV CONGRESSO - 2016

 

 

"...desenvolverá um conjunto de iniciativas e actividades - seminários e conferências relativas ao Mar e à Lusofonia..."


O Instituto dos Mares da Lusofonia tem por missão estimular e intensificar a forma como os Países Lusófonos se posicionam individualmente e interagem entre si nas questões relacionadas com os oceanos.

Esta iniciativa visa contribuir para o alargamento e para a disseminação dos conhecimentos científicos relativos ao uso dos espaços marítimos, bem como encontrar áreas comuns de cooperação, que potenciem o desenvolvimento das economias do mar nos diversos países de expressão portuguesa, procurando, desta forma, ir também ao encontro do espírito e objectivos definidos pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa - CPLP.